Existem alguns temas que são muito importantes num certo momento. Os temas que tu levantaste são muito importantes neste momento da história planetária, podemos afirmar que toda essa campanha de brutalização e mediocrização que os grupos no poder encenam para condicionar a humanidade a funcionar abaixo de seus patamares mínimos é um trabalho destinado a impedir a tomada de consciência do momento incrível que estamos vivendo. O condicionamento humano que assistimos ser imposto tem como um de seus propósitos chaves impedir a reconexão de parte significativa da humanidade com Hunab Ku.

Os Maias, entre outros povos que perdemos o contato até mesmo com a mais leve idéia de sua existência, ou outros ainda que só sabemos que existiram mas nada compreendemos de seus modos de ser, como os Mazatecas, os Olmecas e outros contemporâneos dos Toltecas, que desenvolveram sofisticadas culturas e complexas abordagens da realidade a sua volta, todos esses povos tinham culturas sofisticadas e estavam envolvidos em pesquisas similares as que hoje são consideradas o sinal de “avanço” na nossa cultura.

O detalhe que tinham conhecimento do corpo de energia e de canais sutis de energia no corpo humano, reconhecendo a matéria em níveis mais sutis e assim traçando modelos de organismos que respeitavam outra disposição que a mera distribuição de funções primárias, como digestão, circulação etc. Também investigavam outros mundos e como não eram mineradores nem mercantilistas não pretendiam ir a outros mundos em busca de “matéria prima”, podendo assim realizar tais viagens exploratórias em seu corpo de energia, que era desenvolvido em complexos métodos de treinamento, onde clãs diferentes tinham métodos diferentes de treinamento, como universidades diferentes hoje tem suas peculiaridades no preparar de quem vai lidar como conhecimento oficial. Em escolas estes(as) antigos xamãs também se organizavam e sistematicamente também exploravam a realidade, indo com outros poderes, indo com instrumentos diferentes, ao mesmo cerne da realidade que hoje nossos biólogos, químicos e físicos procuram encontrar. Como os fisicos contemporâneos em certo momento o(as)s antigos (as) xamãs também se defrontaram com enigmas que os(as) forçaram a mudar completamente os paradigmas fundamentais sobre os quais assentavam suas descobertas.

Mas toda essa sofisticada cultura ancestral foi até mesmo apagada da história e o mito deu lugar ao estereótipo e os povos supersticiosos, sem sofisticação nenhuma, os brutais que matavam por prazer, que queriam fazer da vida uma “coisa”, os tristes e sujos estes estão descritos como civilizados e heróis, os povos nativos, que viviam em harmonia profunda com a natureza, entre si e principalmente consigo mesmos, os povos que tinham a sofisticada cultura como a dos Maias e outros tantos que a falsa história apagou, esses povos tiveram que desaparecer, ou migraram para outras condições da realidade, ou foram destruídos completamente, mortos de forma cruel e traiçoeira, muitas vezes dilacerados por cães que ainda assim pareciam ter mais humanidade que seus donos que sob força da destruição pelas armas e com as doenças que trouxeram, conseguiram dizimar quase completamente o povo nativo.

A arrogante cultura dominante quer vender o mito que é a mais sofisticada forma de organização social que já se apresentou nesse planeta. Num neo darwinismo social se fez ápice da evolução e os povos nativos são tidos, até por ” esoteristas”, como povos mais “atrasados”. Uma sociedade que vive no meio do caos urbano, na violência, guerra, pestes, fome , miséria, competição desumana onde seres humanos são transformados em objetos para servir a interesses de outros, onde se ganha com guerras, onde saúde é um artigo de comércio, nessa sociedade que vive mal e porcamente escondendo suas próprias incapacidades e irresoluções. Tem que se estar bem equivocado e condicionado para acreditar que a conquista de uma tecnologia, ainda em grande parte poluente e degradante ao meio ambiente, à saúde de quem a produz e acessível apenas a uma parcela mínima da população, represente de fato evolução. Nos refastelamos em brinquedos tecnológicos, em confortos gerados a custa da miséria e da degradação do meio, da extinção de ecosistemas, da agressão a vida e julgamos, como os crentes, que Deus fez o mundo para nos servir, que podemos esgotar esse mundo, que coisificamos, pois depois ganharemos outro.

O paganismo, o xamanismo está a eons luz de distância de tais idéias.

A Terra é um ser vivo e não podemos coisificá-la, “explorá-la”.

Essa mentalidade oriunda dos povos que desenvolveram uma relação com uma divindade extra cósmica, antropomorfizada, que está fora da vida, fora da existência, que se preocupa com o comportamento moral de suas “ovelhas”, que “testa”, “premia” e “castiga” suas “criaturas” leva a uma alienação tão grande das delicadas teias de equilíbrio que toda a vida mantém entre suas formas de manifestação que não é de se estranhar que foi este tipo de ideologia que gerou o modo de produção de riquezas que é totalmente degradante à natureza e ao ser humano: a Era Industrial. E os países mais destruidores da natureza e com tecnologia de armamentos mais mortíferas são os países que adotaram filosofias dos grupos que consideram a Terra e a Vida como “coisas” que podem usar para manter seu status. Não são os EUA, exemplo do branco, anglo saxão, protestante, também um exemplo de um povo completamente a parte das necessidades sistêmicas do planeta, gerando o caos no mundo apenas para manter seu status quo?

Vejam o que fizeram aos povos nativos. Existe um livro chamado “Enterrem meu coração na curva do Rio” que vale a pena ler para aprender sobre a verdadeira história do invasor, cruel e saqueador, que invadiu e destruiu quase completamente a sofisticada cultura dos povos nativos da América do Norte. Que rezava nos cultos para que o Senhor dos Exércitos os abençoasse para dizimar os “infiéis” da Terra, o povo solidário e pacífico que estava em suas terras, onde as cinzas de seus avós repousa, invadida e saqueada por aqueles da cruz e da espada.

Os povos nativos de todo o continente continuam hoje sofrendo o mesmo tipo de opressão, e com a desculpa de combate ao narcotráfico os grupos que mandam nos EUA agora vão criar bases na Amazônia colombiana, para melhor administrar a exploração das riquezas que já realizam ali, em toda a Amazônia, degradando nichos ambientais complexíssimos, que levaram milhares de anos para se formar e que podem ser destruídos em dias de queimada, moto-serra, ou pelas infinitas formas que o ser humano é capaz de desenvolver para destruir a vida em nome do progresso.

Este mundo alucinado e desequilibrado que estamos vivendo não surgiu à toa. Ele vem de um contexto histórico, ele é resultante de um conjunto de fatores que se desenvolveram para dar nisso que deu. Nestes últimos séculos grupos diversos trabalharam para “moldar” esse mundo, o que chamamos de realidade hoje, que acreditamos ser a “forma” natural do mundo, o “jeito de ser” resultante de um “processo evolutivo” é, para nós xamãs, o resultado de um desenvolvimento artificial arquitetado por grupos diversos que tinham em mente o “poder” sobre outros. Existem bons estudos que mostram como até os gostos e as artes atuais foram habilmente impostas a humanidade contemporânea, sugiro a leitura do livro: “The Cultural Cold War“, de Frances Stonor Sanunders, que conta a ação de organismos como a CIA agindo para determinar o que o mundo devia gostar, o que deveria ser “moda”, quais os tipos de “Arte” deviam fazer sucesso, quais não, enfim, além de dominar o mundo econômica e militarmente os organismos que realmente têm o poder nos EUA sabiam que o poder só se mantem quando se controla também o mundo simbólico, os sonhos e perspectivas das pessoas.Descobriram que não deveriam agir como seus antecessores, que reprimiam modos de pensar diferente, criar mártires é perigoso para quem quer dominar. Descobriram como dominar melhor, se ao invés de reprimir moldassem o modo de pensar das pessoas. É isto que vem ocorrendo a muito tempo, várias “visões de mundo” estiveram em luta e a “realidade” que hoje vivemos só existe porque a visão de mundo que a determina como fato venceu até agora. Verdadeira Matrix, o sistema dominante tem uma de suas bases de poder na total ignorância dos escravizados quanto a sua real condição, no fato que as pessoas levam vidas completamente medíocres mas não percebem isso, que o dom da vida é gasto em produzir futilidades e consumir também e isto é tido como “vida”.

Somos seres mágicos, capazes de coisas incríveis, mas nos isolaram dessa consciência. Os(as) xamãs toltecas dizem que estamos rodando feito peão, dentro de um rodamoinho e julgamos que estamos indo a algum lugar. Giramos num rodamoinho que nos traga para o fundo do vasto mar escuro da consciência e nos iludimos acreditando que estamos navegando para novos lugares, novos momentos existenciais. Esta a armadilha na qual nossa espécie esta presa desde o ínicio desta era.

Esta é a primeira e mais sutil diferença entre as diversas tradições de xamãs que hoje atuam no mundo. Existem homens e mulheres Xamãs que tem o “Poder” , tem a “Força” em si, agem e conseguem resultados, mas seu modo de lidar com a realidade ainda é dentro dos contratos dos que vieram após a dominação. Xamãs que agem dentro dos paradigmas do mundo dominado, que “rezam a “deuses e deusas”, que servem a seres outros, que tem uma postura de dominados perante o dominador, eles e elas tem em si o poder, curam, afastam pragas, auxiliam, mas o fazem a partir de um ponto de agir que está preso aos paradigmas do mundo dominado.

Existem outros clãs que não concordam, não aceitam a dominação e agem a partir de outros referenciais, não se curvaram aos deuses e deusas impostos, quer pelos conquistadores íberos-crististas, quer pelos conquistadores anteriores que já vinham também com a mesma semente da escravidão e da deturpação do ser humano, reduzindo uma criatura mágica, que é nossa realidade profunda, a um mendicante.

Existe tanta fantasia no caminho do xamanismo como vamos encontrar nos esoterismos de outros povos. O Taoismo tem interpretações fantasiosas e supersticiosas, o Budismo tem seitas que chegam a “adorar o dente de budha”, o Cristianismo , o Islamismo, o Judaísmo, em todos os caminhos vamos encontrar segmentos que buscam manter um contato com a essência profunda e transcendente dos ensinamentos e segmentos que repetem a forma sem entender o conteúdo, que imitam fórmulas sem operar com a verdadeira essência do que é acessível.

O xamanismo passa pelo mesmo problema e quando vamos falar de Hunab Ku, do centro galáctico, da sincronização com as energias que vem deste centro, da data mágica de 2012, que é aproximada, pois essa medida que usamos foi propositadamente deturpada, justamente para evitar qualquer possibilidade das pessoas se resincronizarem a esta ” fonte” perdida.

O mundo que vivemos é uma completa ilusão, um mitote, um jeito de viver que foi desenvolvido e imposto para que pudéssemos ser escravos eficientes. A medicina, por exemplo. A medicina é um grande comércio e nos vendem a idéia que a medicina é muito mais eficiente que os velhos “yayés” e suas ervas. Mas vivemos numa civilização saudável? Os hospitais estão vazios? Farmácias quase não se encontram? Os planos de saúde , as políticas de saúde dos governos, tudo é um grande comércio. E a saúde psiquíca da população? E a saúde psiquíca das cidades? Sabemos curar resfriado? Temos mitos, temos crendices e uma das crendices modernas é o poder da ciência e quando levamos as teorias da ciência tão a sério como levavam os antigos as “leis da igreja” ou coisas similares. O mais interessante é vendo gente tentar pegar o saber das idades e querendo limitar esse saber para “provar” que ele é científico.

Existem muitos mundos coexistindo. Por exemplo, esses dias estava andando no centro da cidade onde fico aqui em Minas com uma amiga ligada a prática do Xamanismo também. Ela tinha voltado de umas práticas que a Melina fez com as mulheres e estava cheia de energia. Nosso passeio pela cidade era prá ver os campos de energia das pessoas e estudar sobre uma coisa que a Melina começou a ensinar prá gente, sobre as “trilhas de energia” que se formam nas cidades, trilhas que entramos sem perceber e muitas vezes nos impregnamos da energia delas sem nem notar.

Depois volto no tema em si, mas o que quero mostrar é, naquele instante, a quase totalidade das pessoas a nossa volta estava indo ou voltando de algum lugar, estava tendo relação com um tipo de mundo, agindo de um certo modo padrão no mundo e, no entanto, sem que ninguém percebesse, vestidos não de plumas nem dançando ao redor de um fogo, estávamos lá, presentes, olhando o mundo usando um “jeito” ancestral, oriundo de civilizações que a maior parte das pessoas a nossa volta com certeza sequer ouviram falar. Para nós dois a realidade era completamente diferente da realidade que as pessoas a nossa volta percebiam. Aqui voltamos no caso dos portais. Existem pontos na terra que facilitam a passagem de um plano para o outro, mas quem determina isso é a posição do nosso ponto de aglutinação, aí vale aquela frase que Don Juan Matus diz ao jovem nagual quando Genaro vai sumir desse mundo, alinhando outro: “Esta rua como qualquer outra conduz a Eternidade”.

Vivemos numa cultura padronizada e queremos estender esse modo limitado de ser a outros tempos e culturas. Fico pasmo quando leio certos relatos que pretendem dizer como eram as coisas entre os maias ou entre outros povos querendo fazer crer que o “tempo” e a “forma de existir” eram iguais a deste tempo. Temos uma visão cinematográfica do passado, ficamos presos a ver o passado como se fosse só um presente com outras roupas, mas isso é falso. A realidade, a “textura” da realidade era outra em outros tempos.

E aí chegamos (finalmente) em Hunab Ku. Os antigos tinham vários calendários. Tinham calendários para agricultura, calendários para estar em sintonia com as forças cósmicas e telúricas. Os antigos, entre eles os Maias, tinham uma sintonia natural com o centro galáctico, de onde chega um tipo de energia especial. O que os modernos meios de dominação não vão te deixar facilmente aceitar é que o tempo dos Maias e sua civilização não acabaram. Eles continuam existindo, em outras dimensões da realidade. Nada de “dimensões espirituais”, nada de “planos mais elevados”, apenas outra camada da cebola, os Maias e muitos outros povos continuaram a aventura da vida, aventura que muitos de nós fomos apartados, presos nesta estreita “realidade” que temos por única.

Nos trancaram em celas perceptivas e nos contam que as matas e a vida está extinta, mas nós é que estamos apartados delas. Nos limitaram a um mundo dessincronizado, onde se comemora a “passagem de ano” num dia qualquer, onde se coloca toda a energia das pessoas numa busca ansiosa por “dinheiro”, algo que em si não tem valor nenhum. Hunab Ku faz parte das coisas que tentam nos fazer esquecer.

Quando nos sintonizamos com o poder dos (as) xamãs da ancestralidade eles (as) também focam seu poder em nós.

O tempo é uma ilusão e estamos presos a esta ilusão de várias formas. A noção que temos de “história” é uma das formas dessa prisão, pois só consideramos o tempo enquanto ele se afasta de nós, não consideramos o tempo “chegando”. Para dar uma leve idéia disso, vamos usar a analogia do tempo com uma árvore, onde o presente é o tronco, o passado as raízes e o futuro a copa. O futuro, a copa, é tão responsável pelo presente (tronco) existir como o passado(raízes). Percebem que é outra abordagem, falamos do Tempo passando e cada um de nós interagindo com o tempo. E o quanto sabemos de “nós”, este “nós” que só existe no Aqui e Agora, local e tempo do qual estamos quase sempre ausentes?

Em outros tempos a sintonia dos seres humanos com as forças telúricas e cósmicas era outra, de outra intensidade, resultando assim num tempo que só conseguimos aludir como “mítico” e povoado por seres que eram semi-deuses e deuses, por entes fantásticos e maravilhas mil, mundo que foi perseguido parte por parte e aqui, fora dos livros, Moldor parece vencer sobre os reinos Élficos (referência a mitologia criada em o Senhor dos Anéis). Mas ainda temos esperança e trabalhamos ativamente neste caminho, ainda existem xamãs , ainda se cantam as antigas canções, as velhas histórias ainda são mantidas e se os lugares naturais ainda existem impertubáveis em alguns pontos do planeta, destes nichos podemos recomeçar, destes centros de vida podemos voltar a espalhar a vida. Vivemos essa batalha, pois existem os que desejam que não ocorra a conexão com centro galáctico no momento certo. Lembrem-se que muitos povos nativos do continente previram com exatidão a chegada dos conquistadores e sua consequente destruição enquanto cultura.

Hoje estamos do outro lado do árduo túnel, hoje estamos próximos ao momento no qual os mesmos calendários, que eram mais mapas de navegação que meros marcadores de tempo. Assim como marcamos num mapa nossa posiçào num espaço, os Maias e outros povos da ancestralidade também sabiam marcar no Tempo onde estavam, eles usavam o Tempo, que é bem mais que o contar de horas ou o mero acumular de memórias que nossa interação com a Eternidade a nossa volta produz. São outros paradigmas, por isso ir ao calendário Maia não é “rezar” pra Pacal Votan voltar ou ficar preso a isto , é entender essa Arte-Ciência de lidar com o Tempo como ele realmente é.

E a energia necessária para isso pode ser absorvida do centro galáctico, chamado entre alguns de Hunab Ku. Hunab Ku tem suas emanções fluindo por “canais”, por feixes de ondas, por “camadas” de realidade, por “frequências” diferentes. Alguns chamam essas ondas de Zuwuia. Os Zuwuias correspondem aos Zinor da Árvore da Vida dos ancestrais povos do deserto, cuja leitura seccionada está entre os cabalistas.

Entender a forma de sentir o mundo dos povos nativos exige energia e flexibilidade perceptual. Não há nenhum meio de usar o intelecto com sucesso aqui. O intelecto é resultante da atual posição do ponto de aglutinação, assim quando o ponto de aglutinação se desloca, em direção a outras condições de alinhamento, temos ao mesmo tempo uma invalidação da efetividade do intelecto.

Por isso treinar o SENTIR é tão importante. Porque o SENTIR é uma condição diferente de sensibilidade e interpretação das emanações da ETERNIDADE que nos toca. Pensar é mais que o intelecto, o intelecto serve para treinar o pensar, mas só a vivência torna o Pensar intelectual o real PENSAR que é criativo e sem limites, PENSAR é uma forma muito sofisticada de usar o Tonal, dizem os(as) xamãs toltecas que PENSAR é nosso único escudo efetivo contra os ataques da ETERNIDADE.

SENTIR é outra forma de se relacionar com a realidade a nossa volta. Há algo que nos toca, nos sensibiliza, mas o que interpretamos como esse algo é fruto de nossa socialização. Nossa socialização foi desenvolvida num mundo de escravos, portanto quando estamos em nossa condição “natural” , não “cultivada” estamos na condição de escravos(as) inconscientes do sistema dominante, quer por atos, quer por omissão operamos para perpetuar o estado de coisas que muitas vezes criticamos verbalmente. Por isso Morpheus conta a Neo que todo aquele que não é livre é um agente em potencial da Matrix.

É fato.

Estar coligado a Hunab Ku é voltar a sentir o Zuwuia , o campo sem fim das emanações da Eternidade, suas correntezas, seus ventos, velejar pelo Mar Escuro da Consciência novamente livre, não rodopiar indo ao fundo num rodamoinho crendo ir a algum lugar.

> 1- O que ou quem é ao certo Hunab Ku?

Hunab Ku é o nome dado a concentração de energia do centro da galáxia, somos uma galáxia espiralada, girando para dentro, indo em direção ao centro, onde existem dois gigantescos buracos negros além de vários outros tipos de astros que nossa astronomia nem imagina, pois só pode ver imagens que saíram das fontes num passado distante, pois observa a realidade nos limites da velocidade da luz. O fato é que a distância em milhares de anos luz que estamos do centro galático não permite a astronomia oficial saber o que está acontecendo agora no centro galático.

Mas existem outras formas de medição, os Maias deixaram calendários precisos para lidar com mensurações de energia realmente relacionadas com as emanações desse centro galáctico, pois embora a luz tenha seu limite de deslocamento existem outros tipos de radiações, (podemos chamar de Taquiônicas) que são transluminares, ao contrário das que captamos, seu limite mínimo é a velocidade da luz, assim, nunca vem abaixo desse limite e nos escapam cognitivamente. Sintonizar-se com Hunab Ku é recuperar a habilidade de estar sintonizado com emanações muito mais amplas da realidade.

> 2- Quando e como ocorre esta reconexão?Há Há Há Há (risos)

> 3- O que deve ser feito até lá?Tu quer receita de bolo, guri? Não existe isso de fazer algo até lá e tal, isso tudo é velho paradigma, a questão fundamental está em outro ponto neste momento, a questão fundamental está em existir um “alguém” que faça ou não, que esteja ou não presente no momento da reconexão planetária. O primeiro segredo é que nós enquanto entidades singulares podemos nos ligar individualmente a Hunab Ku, cada um de nós, por sua própria força e intento. Este o primeiro ponto que deve ficar claro, só precisamos da chance mínima que é saber possível essa reconexão, depois é só termos o firme intento de nos reconectarmos a FONTE. A FONTE sentirá nosso intento e virá em nossa direção com o mesmo ímpeto que a Ela dedicarmos.

> 4- E depois desta reconexão… Como fica??????

Essa é a pergunta mais comum quando se quer usar o intelecto para entrar num campo que não é dele. Tu queres ir a FONTE atemporal e me pergunta do depois? Não tem depois, só o aqui e agora, quem sabe depois da reconexão alguns, a massa crítica, os mil gatos, conseguem sonhar um mundo menos desequilibrado, do contrário seremos apenas um mundo desequilibrado e ainda ligado a uma fonte de energia tremenda que irá potencializar nossas próprias mediocridades. Como fica? O que ganho com isso? O que serei? Tudo isso implica a prisão num modelo conceitual da realidade que difere completamente da abordagem xamânica. O Xamanismo leva ao agir sem se preocupar com os “depois” , é outro conceito estratégico. Isso não quer dizer que xamãs sejam irresponsáveis, claro que não, a essência mesmo do xamanismo é a responsabilidade, pois um(a) xamã guerreiro(a) começa seu caminho assumindo total responsabilidade por sua vida e pelos seus atos no mundo onde estiver, sabendo que é ele (a) pelas suas atitudes que revela a si mesmo uma vida de Poder ou de entrega e indulgência.

 Nuvem que passa
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